quinta-feira, 18 de outubro de 2007

E O FOGO ETERNO?


Ao aluno com carinho...


Há várias menções ao "fogo eterno" nos textos bíblicos. Há vasto material teológico e filosófico sobre o "inferno", a "condenação eterna", enfim, a "morte eterna", isso na tentativa de discernir quem serão os bodes e quem serão as ovelhas; quem serão os "apartados" de Cristo e quem não os serão; quem experimentará a segunda morte e quem não a experimentará. E por aí vão as questões que acabam por ser uma única: Quem será salvo e quem será condenado? Essa é a questão.

Como disse, há várias sitações de textos referentes à condenação eterna e a salvação eterna, mas não os citarei aqui por pensar não haver necessidade de tal. A questão não deveria ser "quem será... quem não será?", mas, o que tais palavras ditas por Cristo, acerca da morte e vida eterna, significou para Ele? Como Ele encarnou o próprio Verbo que de sua boca procedia?

Ele não condena aos pecadores, mas muito pelo contrário diz que foi para eles que Ele veio, afinal, são os doentes que precisam de médico, e Ele veio chamar injustos e não justos. Justos não precisam de um Salvador, eles por sí mesmo produzem a petulância da própria salvação; não precisam de um redentor, pois, vivem da presunção de estarem por sí mesmos redimidos pelo derramar do seu próprio sangue-esforço.

Cristo não condena a "mulher pecadora", condenar é coisa de fariseu, Cristo apenas diz "vá em paz"; Cristo não apanha pedras para condenar a mulher pêga em flagrante de adultério, isso é coisa de sacerdotes e fariseus e mestres da lei, enfim, é coisa de quem bate no peito e dá graças a Deus por não ser como os demais homens, roubadores, injustos e adúlteros, mas, Cristo, diz "EU NÃO TE CONDENO". Cristo chama os próprios fariseus de "filhos do inferno" e ainda diz que eles tem um dom desgraçado de fazer seus discípulos ser duas vezes mais filhos do inferno do que eles mesmos (e não se enganem, os fariseus não são senão, nos dias de hoje, os cristãos em geral), mas é pelos próprios fariseus que Jesus ora ao Pai dizendo para que os perdoem pois não sabiam o que faziam.

Aliás, na Cruz, era Deus dizendo ao mundo "eu os estou reconciliando ao Pai, todos vós, pecadores, adulteros, roubadores, idólatras, beberrões, soberbos, egoístas, invejosos, meldizentes, traiçoeiros, falsos, religiosos, cegos de entendimento, surdos de coração... todos vós estão reconciliados ao Pai, apenas creiam e caminhem". Portanto, perguntar quem irá para o inferno e quem irá para o céu é coisa de quem não creu que a Cruz é maior do que a transgressão de Adão, que a Graça é imensuravelmente maior do que o pecado, e que Deus é Deus. Diante Dele apenas digo "tenha misericórdia de mim que sou pecador", isso apenas, sabendo que a misericórdia Dele já está sobre mim desde sempre, antes mesmo da fundação do mundo, pois o Cordeiro foi morto antes da fundação do mundo, e antes que houvesse "luz" houve "Cruz", e a salvação é mais antiga do que a existência.

Em Cristo o mundo está condenado à vida eterna, todos, quem faz acepção de pessoas e juízos morais são os religiosos, não Cristo.

Nele, em quem o fogo eterno foi apagado pelo poder do Amor do Pai revelado em seu Filho na Cruz, e Isso, excede todo o entendimento.

Abraço caro amigo

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