sexta-feira, 26 de abril de 2013

pecado

De fato, para quem se apropriou do Evangelho, "pecado" não é assunto. E ainda mais, se de "pecado" se quer falar, "pecado" é não crer que Cristo perdoou todos eles, quem não crê nisso está em pecado. Pois, que o pecado tem sua força no "não toques", "não proves", "não manuseies", enfim, tem sua força na Lei, porém Cristo é o fim da Lei para justiça de todo aquele que crê que perdoados estão todos os seus pecados, os que já aconteceram e os que ainda acontecerão. A força do pecado morreu na Cruz. Só assim se pode dizer "Graças a Deus!", de outra forma se dá graças a Deus em medo e pânico da condenação, da morte, e do inferno: Se dá graças a Deus sem de fato estar experimentando gratidão no espírito.

quarta-feira, 17 de abril de 2013

JUÍZES DO ÓDIO

odio
Não aceito juízos descomedidos e desumanos sobre qualquer pessoa que conheça ou não, posto que sei quem sou e como desejo ser levado em conta e assim levo em conta o meu próximo em seriedade e responsabilidade. Quem espera de mim juízos condenatórios, preconceituosos, arrogantes saiba é toda sua a perda do próprio tempo.

Sim! Estou aprendendo com Jesus que ensinou a um fariseu que ele podia aprender a amar com uma puta de Israel que se agarrou aos pés Dele em lágrimas e a alma nua, ela sabendo que diante de todos e de Deus nenhum álibi moral ou ético poderia ser invocado. Sim! Ela não era digna, coisa que um religioso jamais poderá aceitar a não ser que, como o grão de trigo, morra para que dê bons frutos.

Assim, também Jesus mostrou que se assentar na roda dos escarnecedores é se assentar com aqueles que fazem uma ideia de si além do que de fato são, e esses não amam senão o próprio ventre e seus ideais não passam de iscas para pegar aqueles que alimentam o ego deles, bajuladores.

Ainda Jesus convidou-me a assentar ao lado Dele quando diante Dele arrastavam uma adúltera pega em flagrante, e quando aqueles arrogantes citavam versículos de Êxodo, Deuteronômio, Levítico, Números dizendo "a lei diz para apedrejar, matar..." Jesus diz para atirar a pedra aquele que nunca pecou. Sim! Jesus me convida a assentar ao seu lado diante da adúltera e ver o amor de Deus se envolvendo sem preceitos morais ou éticos com a tão vil pecadora. Sim! Todos deixam suas pedras e se vão, desde o mais novo ao mais velho. Vão-se e não ficam aos pés de Cristo, vão-se cheios de culpas, envergonhados no ego, sentindo-se falhos diante da ergometria moral mas incapazes de reconhecer a monstruosidade em si mesmos à ponto de querer apedrejar até à morte uma mulher pelo pecado dela afim de esconderem seu ódio por detrás do "preceito de Deus", e de mascararem a falta de amor diante do "mandamento". Arrogantes! Estúpidos! Sim! "Raça de víboras e hipócritas"!

Vão-se para casa todos eles sem pararem perante O Mestre, olharem em Seus olhos e se curvarem em humilhação, sim, pois Jesus sendo Deus não considerou todo Seu poderio algo ao qual deveria se agarrar, muito menos Sua divindade Santa e sem uma sombra de mancha sequer; sendo todo Luz se entregou em ternura aos excluídos, aos indignos, e envolveu-se com Eles, nas mais densas trevas, em amor irrevogável e irrefutável. Porém, aqueles homens, do ódio, não sendo Deus desejavam ser deus, porém, não Deus como Jesus O foi, pois o Deus que Jesus revela aos homens dessa extirpe não faz jus ao deus que eles têm em suas mentes! Não! Jamais aceitarão o Deus que é Amor e que julgou a humanidade na Cruz se fazendo santidade, justiça e redenção por todos e para todos por todas as eternidades possíveis. "Vão aprender o que significa: Misericórdia quero e não sacrifícios e o conhecimento de Deus mais do que holocaustos, se soubessem isso não teriam condenado os 'inocentes'". E que afronta Jesus não faz ao chamar de "inocentes" aqueles que religiosos, moralistas, e adoradores da ética chamavam de "pecadores".

Mas a adúltera fica, ela fica sozinha diante de Cristo! Preste atenção: Ela fica! Todos se vão mas ela fica! Sim! Virão as prostitutas, os adúlteros, promíscuos, beberrões, os moralmente indigentes e se assentarão à mesa com Abraão, Isaque e Jacó e sorrirão juntos, e cantarão canções, e se deliciarão no amor do Pai, e Deus não se envergonha de ser chamado de "Deus de todos eles", "Deus de pecadores", "Deus que se assenta com pecadores", "Deus que veio para os pecadores", "Deus que se assenta na roda dos escarnecedores", Deus que ama, mesmo, de verdade, sem essas idiossincrasias hipócritas humanas e religiosas babantes por ver se cumprir no "pecador" o ódio e indiferença enraizados em si mesmos. Deus dos indignos!

É assim! Comigo o chão é mais embaixo, se Deus amou a mim, o mais indigno, com certeza ama qualquer um outro, sem demagogia, sem verborragia, mas de fato.

terça-feira, 16 de abril de 2013

DOIS CAMINHOS

dois caminhos

Há dois caminhos a seguir: um onde não se tem consciência do pecado e outro onde há tal consciência. A diferença entre eles não está entre "pecadores" e "não-pecadores", mas em que, todos sendo pecadores distintamente, aqueles que tem consciência do seu pecado podem também experimentar o perdão de Deus continuamente, e assim, no caminho, enquanto aprofundam a consciência a respeito de quem são também aprofundam a consciência do quanto são amados por Deus. Pois, se um dia foi dito que o pecado separa o homem de Deus, digo que o próprio Deus destruiu a separação. E estando livre o caminho não fomos até Ele mas Ele veio até nós, e continua até a consumação dos séculos.

terça-feira, 9 de abril de 2013

AOS PÉS DA CRUZ

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Esses dias eu comentei com um brodaço meu: "Cara! Tô começando a crer no Evangelho!". Ele achou um absurdo eu ter dito isso e até comentou que essa minha frase vinha da complexificação que eu dava à Fé. (Deu vontade de bater na cara dele que nem o Batman faz com o Robin quando comenta uma besteira: Pish, pish..."Cala a boca seu idiota! Eu fiz um comentário e não uma pergunta"). Mas imagino que tenha soado absurdo para ele posto que ele sabe a energia que invisto lendo a bíblia, estudando sobre ela, lendo livros de pessoas que creram no Evangelho e que dão testemunho dele e tudo o mais. Como poderia eu não ter crido há muito tempo? Ora! Quem disse que tudo isso faz alguém crer? Eu experimentei algo há pouco tempo: a falência dos meus esforços. Já tinha lido sobre coisas do tipo, mas ler é uma coisa, falir é outra. A falência de tentar dar conta do existir, de encontrar por mim mesmo outra realidade, de "sair" da massa, do sistema... E que canseira isso me deu! Angústia, desespero, amargura, clausura... Aí fui à falência total dessa "busca". Quando vi que não podia encontrar então algo me encontrou. Algo que, depois que fui encontrado por ele, fui vendo que a paz e a alegria geradas por esse "algo" foi batendo com a simplicidade do Evangelho. Foi aí que disse ao meu brother: "Cara! Tô começando a crer nesse Evangelho!". De repente, aquele amor ali de Deus foi fazendo muito sentido, como se tudo agora fosse ligando uma coisa na outra e pensei "Caralho! É isso mesmo!". E aí fui vendo que o Amor amou o mundo mesmo, não o planeta terra, mas a existência dos homens, "O mundo", essa desgraça mesmo feito de, como diz o Renatão, "esse 'mundo' de covardes, assassinos, estupradores e ladrões, as crianças mortas, a desunião, a violência". O Amor amou e se envolveu mesmo nessa desgraça toda. Ele se envolveu na minha desgraça e colocou aqui dentro de mim o perdão de tudo, até do amanhã. E eu falei com Ele: Mas sempre ouvi esse discurso de que fui perdoado mesmo. Era verdade? E está escrito aqui dentro de mim: "Sim! É verdade! Você está perdoado, MESMO!". Pô! E alguém me pergunta "como?". Ah! Sei lá meu caro! Sei que ontem eu estava desesperado, e hoje estou provando alegria. E estou vivendo de uma CERTEZA e CONVICÇÃO e VIDA que não está contida nem em um zilhão de livros, nem dos homens mais cultos do mundo. Estou certo de que Cristo vive, mesmo, aqui em mim. E de que a eternidade me alcançou, e agora eu tenho a prova em mim mesmo de que a eternidade é para agora, se prova as bem aventuranças da vida eterna agora. E graças a Deus, essa paz está aqui, dentro de mim. Não me pergunte "como?", se eu soubesse eu mesmo seria Deus.

Pô! Se Deus sendo quem Ele é veio habitar em mim, então logo Ele não é quem a gente achou que ele era, pois amou um miserável que nem eu, e pra complementar veio habitar o meu lixão, e tá comigo em todas as merdas: nas bebedices descomedidas, na putaria, no vício, no inferno. E vai me dizendo o que é vida e o que não é. Acho que vou dizer para aquele meu colega do início: "Cara! Tô sacando o que é 'Amor'!".

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

ESSA NOSSA EXISTÊNCIA: O MERCADO DAS DORES

loucura

O mercado das flores se tornou em mercado das dores. Tornaram as flores obsoletas, e passaram a vender a dor sem nenhum medo de que alguém visse e denunciasse. Ah! Parece que muitos, ou todos, até eu mesmo, não consegue ver. Passo pelas barraquinhas e camelôs das tragédias onde o ser humano está sendo comprado ou vendido, banalizando a necessidade real, banalizando o que de fato mata a sede e a fome humana. Banalizando a vontade e transformando-a em capricho, em mesquinhez. Já que ninguém sabe bem o que deseja, e se de fato deseja o que se quer e se quer o que deseja, transformaram esse limbo em um alvo. Alvo do capitalismo. Compram e vendem a nossa alma o tempo todo. Não há nenhum que se comprometa, ou se interesse. O humano não é mais algo ao qual se deva importar, é apenas algo que se deva vender ou comprar: uma mercadoria.
Eu mesmo me pego, vez em quando, sendo atraído pelas vendas. Vendem-me o desnecessário: o consumismo, o não-necessário, a ansiedade, a angústia, o desespero. Há sim um antecedente, vendem-me primeiro a sede e a fome pelo supérfluo, passageiro. Tudo que me vendem, me compra.

Desde que esqueceram Deus, desde que Deus morreu no coração humano, tudo passou a ser permitido. Toda vez que Deus morre dentro de mim, meu coração se torna em alvo fácil para o consumismo capitalista, a alma se torna mercadoria. Torna-se, a alma, num dissoluto qualquer, sem consistência, sem base, sem vida. Tudo é tudo, nada é nada; tudo é nada, nada é tudo. Tudo se torna relativo. O ser humano se torna em relativização. Pode-se vender qualquer um desses humanos. Posso ser vendido por qualquer preço, qualquer quantia. Se Deus está morto, tudo é permitido. Se o Amor está morto, tudo é permitido.

Esse tipo de existência criada pela gente, engole a gente. Toda vez que alimento esse fluxo, alimento o que me destrói. Há os que jamais se conscientizaram, aqueles que não enxergam, diriam que não tem nada a haver. É tudo bobagem. É tudo uma não auto-adaptação. E assim, a morte em suas variadas representações vai matando os nossos dias, os nossos relacionamentos, a nossa paz, a nossa quietude.

Sonhos? Quem poderia de fato discernir os próprios sonhos nesse mercado das dores? Quem não comprou um desses sonhos oferecidos já cedo de manhã, de boa aparência, agradáveis aos olhos, de aparência palatável, desejável para a expressão da, contraditória, sensação de liberdade? Quem hoje pode discernir de fato quem se é, o que se quer? Tudo foi comprado, a verdade foi vendida, e no lugar da verdade colocaram a gente-mercadoria. Mas não é assim que intitulam, alguns achariam estranho serem chamados de mercadoria, só alguns. Chamam isso autonomia, liberdade, “carpe diem”. Jamais um vendedor de “sonhos” sairia gritando por aí: “Venham! Comprem o hedonismo, comprem o vício, comprem o que alimenta a sua destruição, comprem a vossa vaidade inútil de cada dia… Venham… Venham…”. Ah! Pelo menos alguns achariam estranho, e basta alguns para que a denúncia aconteça e comece a contagiar os muitos.

“A dor é algo da qual se deve fugir”, gritam dos telhados os mercadores. Quem poderia suportar a sabedoria que diz “Basta a cada dia seu próprio mal”? Ah! Mas a serpente é mais astuta! Ela diz, “Tudo bobagem! Nós somos deuses! Podemos tudo! Não há nada que nos mate, e se houver nós mesmos destruiremos a morte!”. Ah! Astuta serpente, a melhor das mercadoras. Fico por aqui e deixo-vos com a sabedoria que também grita dos telhados, e que vem dos céus:

“Não estejais inquietos por coisa alguma; antes as vossas petições sejam em tudo conhecidas diante de Deus pela oração e súplica, com ação de graças. E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará os vossos corações e os vossos sentimentos em Cristo Jesus.

Quanto ao mais, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude, e se há algum louvor, nisso pensai. O que também aprendestes, e recebestes, e ouvistes, e vistes em mim, isso fazei; e o Deus de paz será convosco”. (Paulo, o de Tarso - Filipenses 4:6-9).

sábado, 5 de janeiro de 2013

O melhor presente

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Dizem que dar uma flor representa algum tipo de afetividade, seja amor, amizade, seja um pedido de paz, ou seja lá o que for. O certo é que para além dessas representações não faço a menor ideia do que significa dar uma flor a uma mulher. Resolvi dar eu mesmo os meus significados. Não sei muitas coisas, mas tenho uma criatividade para inventar que parece um dom. E não sei se quero falar das cores, ou das formas. Quero falar do visceral, do que existencialmente e transcendentemente existiu. Quero falar da cena que compreende alguns minutos e se repete e repete, e repete… E fica assim congelada, como num curta metragem, como num segundo de vida na vida.

Começo então pela simples vontade de presenteá-la com algo que a agrade. É necessário ser bem cauteloso nessa hora: Nem sofisticação demais, nem simplismos. A hora é de tensão. Como dar algo que suscite o riso mais doce no rosto da pessoa em quem você está constantemente pensando? Cruel e catastrófica essa pergunta. Depois que se faz essa pergunta os possíveis presentes ficam pálidos, meio que amarelados, nenhum deles parece chegar perto do objetivo que só de pensar parece inalcançável. Mas também, que besteira a minha! Qual presente poderia ter o poder de fazer isso: ser manufaturador do riso mais doce no rosto da pessoa que mais nos importa? Já estava por mim mesmo fadado ao fracasso! Tive que esquecer essa pergunta, seria impossível satisfazê-la. Desistir é saudável quando chega a hora de aceitar que não há nada o que se fazer.

Ah! Decidi então escolher um pequeno presente, como dizem, “uma lembrancinha”. Talvez o nome “lembrancinha” seja algo do tipo: “Veja! É pequeno, como eu sou pequeno; e significa apenas que alguém pequenino como eu fiz de você a maior de todas as coisas”. E se então ela me perguntar: “ O que é fazer de mim a maior de todas as coisas?”. Então, acho que, depois de um suspiro, talvez desapontante, diria: “É apenas constantemente pensar em você, e querer seja lá de qual forma te provocar um riso”. Eu mesmo jamais tinha pensado nisso, mas depois daquele milagre foi isso que entendi. Ah! Aconteceu o milagre. Um riso suave e quase imperceptível surgiu na minha face: Ternura. Olhava para todas aquelas “lembrancinhas” e todas aqueles presentes enormes e caros com um olhar leve, era gostoso olhar tudo aquilo e me lembrar dela. Se pudesse daria-a todos e para cada um contaria uma história. Digo história e não estória, porque de fato aconteceu e ficou registrado na memória. Ah! Como ia dizendo, aconteceu o milagre: Recebi o presente. Deus me deu o presente. Fez-me ver ela em tudo, o tempo todo. Se pudesse faria daquele momento um momento eterno. Senti-me como criança, e pouquíssimas coisas na vida fazem a gente se sentir assim: criança novamente. A inocência. O brilho nos olhos. A terna alegria. O presenteado fui eu. Deus me trouxe ela e tirou de mim o riso mais doce. No fim de tudo acho que era Deus quem queria me ver sorrindo, era Ele quem queria me dar o milagre. Ah! E que milagre! Nem “lembrancinhas” nem presentes caros, me deu ela. Ele sabia que só dessa forma arrancaria do meu rosto o riso que fizesse Ele mesmo se alegrar: o riso mais doce de todos.

E como me alegrava ao tirar e colocar de volta tudo que pegava nas prateleiras. Pensava nela e de repente nem sei mais se o que estava olhando era mesmo aquele objeto nas minhas mãos ou se era a lembrança do seu rosto, dos seus olhinhos. Meu presente foi por um momento ter estado tão perto dela que parecia poder tocá-la. Ah! Meu melhor presente foi aqueles objetos terem trago ela de volta para mim. Penso que seja isso: quando ela olhar para aquela flor saberá que ela a trouxe para bem pertinho de mim. Que gratidão a minha! Não pude deixar aquela flor por lá, levei-a para aquela menina por ela, a flor, tê-la trago a mim. Penso, à partir de agora, que cada flor tem uma menina que a espera, por ser dela. E cada flor deve voltar para as mãos daquela a quem ela pertence. Todas as flores estão perdidas em seus galhos esperando serem achadas por quem ama a quem elas pertencem, e ai então serem levadas de volta para a casa.


domingo, 23 de dezembro de 2012

“…PARA O BEM DOS QUE AMAM…”.


velas

“Tudo coopera para o bem daqueles que amam[…]”. (Citação livre de Rom. 8:28).

Sim! Estava pensando nas coisas que amava em você e nas que odiava. Percebi que ou se escolhe amar ou odiar, não há como se ter um tendo outro: Ou isso, ou aquilo. Comecei pensando sobre os elementos poéticos, ou pelo menos os elementos com os quais, facilmente, se faz uma poesia: teus olhos, teus olhares, tua boca, teu rosto. Sim! Facilmente poderia descrever com detalhes o que cada uma dessas coisas significam pra mim. Ah! Daria um belo poema. Em contrapartida pensei no que poderia odiar em você. De certo me veio um silêncio racional do qual parecesse sem solução. Como poderia te amar por um lado e odiar por outro? Pensei nos teus mais indelicados atos, palavras, gestos, olhares, expressões. Pensei na tua distância, teu afastamento, tua ignorância, tua indiferença. Veio-me somente a ideia do amor, em todas as coisas. Não fez sentido dizer que amo algumas e odeio outras. O único sentido que fez foi que todas as coisas cooperavam para a única coisa que faz valer a pena todas as outras: O amor! Não há uma parte sequer de você que eu não ame. Suas temperanças e intemperanças; seus jeitos e desajeitos; seus sorrisos e suas “caras fechadas”; seu bem e aquilo que entendi que não é o seu mal. É o conjunto dos arranjos que tornam o jardim selvagem e delicado. Selvagem e delicado podem criar um tipo de paradoxo (embora seja apenas frutos do amor, e fruto também de más interpretações, sem paradoxos algum), porém Amor e ódio criam apenas um tipo de mentira, não são faces de uma mesma moeda, jamais caminham juntos. Amo-te por completo. Decidi amar-te por completo. Quero amar-te por completo. E não são repetições. Cada frase tem seu tom, e seu dom. E nisso não há mal algum que seja mal por toda a vida, o amor tem a antiga mania de transformá-lo em bem, e jamais deixa que o ódio tenha uma chance de colocar sequer um tijolinhozinho nessa bela construção que é o amor. O amor aceita que o deixe, mas jamais aceita que em sua construção seja agregado algum tipo estranho de liga, cimento, ou cola que não seja feitura do próprio amor. Assim, amo-a com tudo o que és. Simples assim. É o amor que salva toda essa existência, e não há nada que possa ir contra ele, pois ele faz como o ourives que trabalha o ouro para que ele tome a forma mais bela. De fato, tudo coopera para o bem dos que amam.

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

PAIXÃO E ALGUMAS DIALÉTICAS; E TAMBÉM PERDAS.




Certo jovem se apaixonou pela “Princesa de seus sonhos”, era como ele a chamava. E ele a seduziu com a paixão que nele havia. A levou aos lugares onde se encontram apenas os que se apaixonam: Às juras de amor. Prometeu-a alegria e felicidade, e também filhos; desse modo caminhou na esperança de cumprir tudo o que a havia jurado. Trabalhou arduamente. Com dificuldades construiu sua casa, exatamente como ele sabia que era o gosto dela. A paixão do jovem determinou seu modo de caminhar. Caminhava absorto como que se estivesse num sonho incomunicável. Alguns o reputavam “louco”, outros apenas “apaixonado”. Ele não sabia o que era isso ou aquilo, apenas fazia seu caminho, na direção do seu amor, movido pela sua paixão. Casou-se com a “Princesa de seus sonhos”, deu a ela uma simples e aconchegante casa, e também deu a ela filhos. E se amaram por uma vida inteira sem perder o movimento da paixão que determinava seu caminhar.

Certo jovem se apaixonou pela “Princesa de seus sonhos”, era como ele a chamava. E ele a seduziu com a paixão que nele havia. A levou àqueles lugares onde só os apaixonados podem chegar: Às juras de amor. Prometeu-a paixão, alegria, filhos. Seus olhos estavam cheios de vida, e se enchiam mais ao olhar para ela. Os olhos dela, porém estavam cheios de vazio, e vez ou outra pareciam marejar. “Eu não posso ficar!” disse sua amada, “Tenho negócios a resolver, e a vida, tu o sabes, não permite entregar-me aos anseios de uma paixão”. O jovem enegreceu seus pensamentos. Construiu solitariamente uma casa para si. Mas não tinha gosto em nenhum daqueles tijolos, nem em toda aquela construção. Às noites saia solitário, coração doído e uma andar sôfrego. Desistiu do amor. Acreditou que ninguém o entenderia. Viveu silenciosamente todos os dias de sua vida. Bebeu bastante, leu alguns livros para fazê-lo companhia, saiu algumas vezes sem poder negar a solidão. Assim morreu após ter vagado perdido e sem esperança, por ter sido-lhe negado os deleites de se viver junto à sua amada todos os dias de sua vida.

Um jovem se apaixonou pela “Princesa de sua vida”, era assim como a chamava. Seduziu-a com a paixão que nele havia. Ela se apaixonou por ele, e assim foram levados aos lugares que só os apaixonados vão: Às juras de amor. Construíram para si, em pensamentos, casas, alegrias, filhos. Amavam-se juntos, e juntos se amavam. Um anjo dos céus então o visitou e disse a ele: “Meu jovem! A notícia que trago é de muita dor para mim! Três vezes refleti e me exercitei em compreender essa missão. Olhava para os meus companheiros mensageiros e os olhares deles para mim eram de compaixão e incompreensão. Meu jovem, a sua amada lhe será tirada em muito pouco tempo, em exatos 29 dias”, e não pode mais falar, pois o olhar do jovem o esmagou pela falta de expressão que deles brotaram, o anjo não o pode compreender. O amante não construiu casa, esquivava-se sofrido todas as vezes que ela falava dos filhos e da alegria da casa dos então amantes. Ele viveu poucos dias com ela, dias sombrios de uma dor incomunicável. Perdeu-a dentro dele muito antes dela partir, na verdade, exatamente aquele anjo tirou-lhe dele o brilho dos olhos. Viveu sem nada, nada construiu, fez poucos amigos, não foi a muitos lugares. Enterrou a vida por não compreender a morte.

Um jovem se apaixonou pela “Princesa de seus sonhos”, era assim como ele, apaixonadamente, a chamava. Seduziu-a com a paixão que nele havia, e o brilho dos olhos dele quando olhava para ela a encantou. Prometeu-a alegria e felicidade, e também filhos. No entanto, ela disse que partiria para uma terra longínqua sem data para voltar. Ele naquela hora soube que deveria guardar sua paixão, talvez em algum livro de contos inacabados. Viveu com ela alguns dias antes de sua partida, e aqueles dias já não foram como os primeiros: seus olhos já não brilhavam mais.

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

…Em vão. . .

soutomoura
Vão. Em vão semeei. Em vão corri.
Vão amor, vã paixão. Vão desejo, vã razão.
Tudo nasceu e morreu. Em vão nasceu-se,
Nasceu-se em vão no coração, morreu, tudo em vão.

O tempo, o maior bem dos mortais.
Em vão se contam as horas. Em vão se guarda moedas.
Em vão se trabalha. Em vão se acorda. Em vão também se deita.
Vã é a alegria, vã é a tristeza. Vã é a feiura, vã a beleza.

Em vão se fala. Em vão se faz. Em vão termina esse mundo.
Em vão ele passou a existir. Vão tudo aquilo que senti.
Vão tudo o que vivi com você. Vão tudo o que vivi sem você.
Vão o início, o meio e o fim. Vãs filosofias, vãs metodologias.

Vão tudo o que foi feito, vão tudo o que ainda está por fazer.
Em vão insurgiu-se a história, em vão caminhamos juntos.
Em vão cantamos juntos, em vão nos abraçamos.
Em vão demo-nos beijos curtos ou demorados.

Em vão pensamos no futuro. Em vão remoemos o passado.
Em vão vivemos o presente.  Em vão tudo o que é novo, tudo o que é velho.
Em vão tudo aquilo que não sabemos. Em vão procuraremos. (Em vão passaremos a saber)
Em vão tudo o que comemos, tudo o que vomitamos.

Em vão se entra, em vão se sai.
Em vão se sonha. Vã são todas as realizações.
Vão o quente, vão o frio. Vã é a solidão. Vã é a companhia.
Vã solidão, vã companhia.

Vã foram todas as lágrimas. Vão todos os sorrisos.
Vão foram as dores no peito. Vã sofreguidão.
Vão foi ter visto-a. Vão seria jamais ter te conhecido.
O relógio caminha para o vão. Vãos ponteiros.

Vão todos os risos. Vã foram todas as festas.
Vã resultou a bebida. Vã foram as brincadeiras.
Vã todas as cantigas de roda. Vão todas as saudades.
Vão toda a vida. Vã toda a verdade.

Te amo em vão. Te odeio em vão. Em vão te quero, em vão te deixaria.
No vão dessa poesia (vã poesia), é onde te tenho. Tenho-te em vão (vão é ter, ser também é vão)
Em vão iremos juntos, para o vão de tudo isso. Em vão beijarei seus lábios,
Em vão sentiremos prazer. Em vão construiremos toda essa história.

E o que é a história senão um vão? Uma desvanecência,
o andar de pés que caminharam em vão e em vão não existem mais.
Correremos em vão, caminharemos em vão. Tenho essa consciência(vã consciência).
Vão será tudo o que vivermos, vão já é toda a existência.

Ei! Quero ir com você! Para qualquer vão lugar, qualquer estrada vã.
É em vão que nos amamos. Será em vão que continuemos juntos.
Em vão teremos nossos filhos. Em vão iremos no parque.
Em vão almoçaremos juntos numa tarde de terça-feira.

Tudo em vão. Tudo em um vão escuro e sombrio e triste.
Também o escuro é vão, também os encontros.
Vou com você, ou sem você. Tanto faz, tudo será certamente em vão.
Em vão te amo, amor em vão.

Você vem comigo? Também será em vão.
Você vai sem mim? Vã é tua ida. Vã a tua partida.
Vã a tua presença. Vã a tua ausência.
Vão o teu amor, ou teu desamor.

Em vão te amo. Em vão me amas.
Em vão discutimos, em vão queremos ser amados ou amar.
Vão termos começado tudo isso.
Pois o amor resultou em vão.

Dizemos que sim, mas na verdade não. Temos medo, este é o que torna tudo em vão. Vã é a coragem.
O Medo fez do amor um vão. Medo de não ter, de não ser.
Medo que seja vão o amor. Mas o amor é um vão.
Para que ter medo? Ter medo também é vão.

sábado, 14 de abril de 2012

escrever

Quando tento dizer sobre a intensidade do que sinto por você
De repente não sei o que sinto
Então digo que te amo.

sexta-feira, 13 de abril de 2012

MENINA…! SEUS OLHOS…

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Seu rosto sorri… assim como seus lábios se esticam de alegria.
Assim como seus dentes se tornam exuberantemente formosos de felicidade
Suas sobrancelhas timidamente são gratas por sorrir com você
Todo seu corpo sorri, até mesmo seus ombros se contraem
Seu queixo se afina, a maçã do seu rosto de enche do seu sorriso
...
Mas seus olhos… Ah! Seus olhos! Solitários se recolhem em meio a suas pálpebras. Estas ainda tentam animá-los. Mas eles despistam. Lançam um brilho para além de si, mas neles transparecem algo ainda mais profundo. Algo que o rosto inteiro não compreende. Então sua face convida-o, incentiva-o a entrar nessa alegria na qual todos os seus membros se alegram. Se suas mãos pudessem falar (e falam) diriam aos seus cílios que não era hora para se mostrarem tão eufóricos, não precisavam ter se embelezado tanto assim, pois seus olhos estão à parte de todos os gestos do seu corpo. Estão encolhidos e recolhidos. Se suas mãos pudessem fazer algo por eles certamente lhes enxugaria os cantos marejados. Se ao menos o dedo indicador pudesse reagir ele mesmo se colocaria como um sinal de silêncio em seus lábios e talvez diria: “Escuta, óh lábios, o que os olhos querem falar. Todos nós, os membros do corpo dessa linda menina, estamos em festa, porém, a alma não deixa os olhos festejar".

MEU AMIGO, ALGUMA COISA ESTÁ MUDANDO

Alguma coisa está mudando meu amigo E não sei bem o que é Mas se lembra quando tudo apenas se repetia Então mudanças já são boas...