sexta-feira, 8 de julho de 2011

SEM MUROS, SEM TETO

CORAÇÀO DE BANANEIRA

 

Debaixo desse bananal

Há várias igrejas em uma catedral

Catedral sem muros, sem teto

Igrejas que ladrões não roubam e nem as traças corroem

 

Debaixo desse bananal

A alegria é completa

No Nome que está sobre todo nome

Em quem qualquer lugar é lugar nenhum

E é lugar de culto ao Pai

 

Debaixo desse bananal

As folhagens se alegram pelos filhos de Deus

Essas igrejas ambulantes

Que são ao invés de terem

 

Debaixo desse bananal

Estão os templos que hora vem, hora vão

Não tem fixidez, e são vento

Soprando onde o Espírito quer

 

Debaixo desse bananal

Os anjos se acampam, os céus se alegram

Há júbilo, Graça e Paz!

Há culto sem endereço, sem placa, mas corações em joelhos

 

Debaixo desse bananal

Há um entra e sai

Só não há portas, nem entradas, nem saídas

Há a Vida, o Dom da Graça, O Príncipe da Paz

 

Debaixo desse bananal

Ninguém fica, ninguém se vai

Apenas encontra pastagens em outros lugares

Seja debaixo de uma pitangueira ou no meio de um milharal

 

Debaixo desse bananal

Não há bandeiras, nem tribos

Há apenas A Boa Nova

A Boa Obra: A Reconciliação

 

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