segunda-feira, 7 de julho de 2008

"TU ME AMAS...?"


Já por algum tempo tenho pensado nessa pergunta que Jesus faz à Pedro. Após a ressurreição, Jesus o interroga: Pedro, tu me amas?

Diante dos vacilos cometidos por Pedro, como o de levantar dizendo que não O deixaria ser pego e crucificado, como alguém que encarnasse ali a fala do próprio Diabo; ao dizer que iria com Cristo seja onde quer que Ele fosse para então mais tarde dizer "não conheço esse homem".

Sim. A pergunta de Cristo me intriga. "Tu me amas?"

Depois de traições e abandonos por aqueles que eram amigos, a pergunta de Jesus era essa: Tu me amas?

Talvez, a nossa esperança fosse que Cristo fizesse como a gente, chamando Pedro num canto o pedisse explicações, tirasse satisfações com ele, ou então, num amor devocionalmente-religioso destituído de seriedade para com o próximo o dissesse que tudo aquilo estava perdoado, e tudo seria lindo novamente.

Jesus pergunta a ele se ele O amava e logo diz para que se assim como positiva foi a resposta de Pedro que ele cuidasse das ovelhas Dele.

As minhas ovelhas, digo eu e não Cristo, primeiramente sou eu mesmo. São meus sentimentos, é minha caminhada, são minhas estações, são meus sonhos, meus quereres, meus pensamentos, meus frutos; logo depois, são aqueles que me cercam, minha família, e meus amigos.

Não tenho satisfações a tirar com ninguém, minha pergunta é uma só a todos que me conhecem e me são próximos: Você me ama?

Não sei o que teria acontecido se Pedro tivesse dito que não, que não amava a Cristo. Talvez Cristo o deixasse ir assim como foi o "jovem rico" que amou mais as riquezas à Cristo.

Quem achar a pergunta difícil demais de responder, ou então, que tal mensagem e implicações são pesadas demais, os deixo livres para irem assim como se foi o "jovem rico", "ouvindo ele isto, ficou muito triste, porque era muito rico".

Aqueles que não tiverem dúvidas como dúvida não teve Pedro, que apascente as minhas ovelhas, nada tenho a cobrar de ninguém, tenho apenas uma pergunta e um pedido: Tu me amas? Então, apascente minhas ovelhas.

Nele

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