sábado, 28 de agosto de 2010

DORES DO CORAÇÃO DE UMA MULHER


Vasto mundo de mistérios, segredos e magias
Mas tudo bem, nada disso, como dizem, “é à minha cara”
Na vastidão de mundos e dimensões, de paisagens...
Solidão. Hoje, preferi ficar em casa.

Achaste que andei por corpos de divagações
Por terras e mares desconhecidos
Quando na verdade, só, peguei meus livros
Estive em casa a compor canções

Pensaste que provei de outros gostos e cheiros
De outros sabores e amores
Mas hoje, peguei meus velhos hinos, cantei esperanças utópicas
Estive em casa relembrando algumas dores

E até acreditaste
Que fui para, talvez, não mais voltar
Tinha ido à cozinha, tomar um copo d’água
Estive em casa na vontade de chorar

Então, soluçaste pensando e chorando
A traição, o fim de nossos anos, e de tudo quanto aconteceu
Estive aqui, ali, acolá, sem rumo na vida a tomar
Estive em casa pelos cômodos, sozinho, a falar

Então, me ligaste desejando não me encontrar
Para teres certeza de que uma “outra” estava comigo em uma mesma cama
E quando ligaste, logo atendi, era a voz de quem queria ouvir
Estive em casa esperando ouvir a voz da mulher que me ama

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