segunda-feira, 19 de outubro de 2009

TE ESPERO, VEM!



Vem! Que eu já estou bem perto!
Não há nada estranho entre nós, está tudo certo
Vem, que estou a te esperar
Naquele mesmo lugar onde te encontrei

Vem, mas não brigue por nada
Nem por coisas sérias nem coisas quaisquer
Vem, pois, coisas são apenas coisas
E não vale a pena brigar por elas

Vem, que meus braços te quer bem aqui
Vem, que com você é para onde quero ir
Esqueça as bagagens, todas a peças de roupa
A gente se vira por aí, vem, mas vem inteira

Estou aqui naquela mesma estação onde te vi pela primeira vez
Vem, que eu te espero, com coração sincero, te espero
Por favor, vem! Está frio aqui
Preciso de você

Vem, que o cinza está ficando cada vez mais forte
Vem, que o inverno fica cada vez mais intenso
Vem, pois, os trilhos não trazem nada há muito tempo
Vem, pois, eu te chamo, vem!

Vem, que tenho pressa em viver
Não como se diz viver por aí
Vem, que quero fazer esse caminho com você
À margem de tudo quanto já vimos

Vem, que o Sol está forte lá fora
E só posso chegar até lá por você
Vem, que a escuridão mora dentro
De quem só contempla o amanhecer

Vem, pois, parece não haver viagens à outro lugar
Vem, apenas, vem! Sem motivo algum
Sem razão alguma
Vem, eu te chamo, vem!
Por favor, eu te peço: Vem!

Um comentário:

Tônio disse...

lindo, manda pro Oswaldo Montenegro gravar, teu "vem" na voz dele: não há ser humano que não virá.

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